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150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017)

31 de maio de 2011

Ficha de Avaliação - 6.º 6 e 6.º 10

Para a próxima ficha de avaliação, conforme o que conversámos nas aulas, encontram aqui informação útil para a organização do vosso estudo.

Na 1.ª sondagem que foi feita (e cujos resultados ainda se encontram na coluna lateral), os 13 alunos que responderam consideraram como "muito útil" este tipo de informação.
Espero que sim.

Tal como nas fichas anteriores, qualquer dúvida ou questão que queiram colocar, podem-no fazer para o blog, nos comentários, ou para o mail carloscarrasco9@gmail.com .

Bom trabalho!

28 de maio de 2011

28 de Maio de 1926

Chefes militares envolvidos no 28 de Maio de 1926
Na madrugada do dia 28 de Maio de 1926, o General Gomes da Costa, chefiando a Junta de Salvação Pública, proclamou, a partir de Braga, que «[A Nação] Quer um Governo forte que tenha por missão salvar a Pátria, que concentre em si todos os poderes para, na hora própria, os restituir a uma verdadeira representação nacional (...)».
O plano militar era, saindo de Braga, conquistar o Porto e, com forças militares que saíssem de outras cidades (Santarém, Mafra, Évora...), marchar sobre Lisboa. A Marinha também aderiu. Entretanto, várias forças militares foram aderindo em todo o país, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa.
Na noite de 29 para 30 de Maio, o governo de António Maria da Silva demitiu-se.
Na madrugada de 30 de Maio, foi o Presidente da República, Bernardino Machado que se rendeu, convidando o comandante Mendes Cabeçadas a formar governo.
A 6 de Junho, finalmente, o General Gomes da Costa desfilou em Lisboa à frente das tropas.
O golpe militar vencera. Terminava, assim, a 1.ª República.




O General Gomes da Costa desfilando em Lisboa (Junho de 1926)


23 de maio de 2011

Instituto Superior Técnico e Instituto Superior de Economia e Gestão - 100 anos

Notícia de hoje, da agência Lusa:

«O Instituto Superior Técnico (IST) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) comemoram hoje 100 anos ao serviço do ensino, com cerimónias presididas pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

A 23 de Maio de 1911 o IST nascia do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa pelas mãos do professor Alfredo Bensaúde e sob a tutela do então ministro do Fomento, Manuel de Brito Camacho.
Por trás da ideia de fundar o IST esteve o desejo de ajudar Portugal a sair da "grande crise económica" em que se encontrava, explicou à agência Lusa Palmira Ferreira, do conselho de gestão do IST.»

Ainda não estava decorrido um ano do novo regime.
A abertura destes dois institutos superiores reflecte a preocupação da República com o ensino.

6.º 6 - TPC sobre a Revolução Republicana

Muitos trabalhos tinham uma qualidade abaixo do que é normal na Turma.

Na aula de 6.ª feira vou distribuir um novo TPC sobre o tema, de forma a melhorarmos a sua compreensão.
Entretanto, ficou marcado um trabalho sobre a Unidade 5.1 (exercícios da página 27), a entregar na 6.ª feira.

Bom trabalho.

20 de maio de 2011

6.º 10 - TPC para 3.ª feira

Para 3.ª feira, devem resolver as questões de "Aprende a observar" (pág. 24) e "Aprende fazendo" (pág. 27), no Caderno Diário.

Correcção do TPC - A Revolução Republicana

Por questões orçamentais - poupar nas fotocópias (tempos de crise!) - podem aceder por aqui à correcção do TPC ("Aprende fazendo" e "Aprendeste?") relativo à Unidade 4 - A Revolução Republicana.
A formatação do ficheiro distorceu algumas das respostas (como a solução das palavras cruzadas), mas entende-se bem (acho eu).
Os trabalhos, corrigidos e avaliados, serão entregues na aula de 2.ª feira (6.º 6) e de 3.ª feira (6.º 10).

Estamos a um mês do fim do ano lectivo.
Continuação de bom trabalho.

19 de maio de 2011

18 de maio de 2011

O Seixal e a República (4)


Resolução:
1897 - Cooperativas de consumo na Amora
1898 - Cooperativa de consumo na Arrentela
1910 - Constituição de associações de operários corticeiros, no Seixal, e vidreiros, na Amora
1911 - Cooperativa de consumo no Seixal
A imagem diz respeito à greve de 200 trabalhadores da fábrica corticeira Mundet, em 1909.
O símbolo maçónico que deu nome à célula n.º 62 foi o triângulo, representado na primeira imagem.
A república foi aqui proclamada a 4 de Outubro, como em muitas outras localidades da margem Sul, onde os comités republicanos estavam envolvidos na preparação da revolução.

O Seixal e a República (3)


Resolução:
Para além das escolas, as instituições que ajudavam a combater o analfabetismo eram fábricas, associações e centros republicanos.
Festa da Árvore
O comício republicano está representado na primeira fotografia e decorreu depois do regicídio, na Quinta dos Franceses, no Seixal, com a presença de António José de Almeida, que viria a ser Presidente da República.

O Seixal e a República (2)


Resolução:
Fábricas:
Companhia de Lanifícios da Arrentela - produzia tecidos de lã
Fábricas de Garrafas de Vidro da Amora - produzia garrafas de vidroComeçaram a funcionar no século XIX
A população do concelho trabalhava ainda nas indústrias de curtumes, conservas, construção naval, moagem, cortiça e sabão.
Exemplos de produtos cultivados nas quintas: uvas (vinha), arroz, aveia, milho, feijão, grão-de-bico, fava, ervilha, lentilha, chícharo, tremoço e batata.
Ordem das moedas: Euro (1 euro), Escudo (200 escudos) e Real (200 réis)
Moeda utilizada a partir de 1911: Escudo

O Seixal e a República (1)


Resolução:
No Seixal, a República foi proclamada no dia 4 de Outubro, à 1 hora, no edifício da Câmara Municipal (o 1.º edifício à esquerda, na imagem).
As cores da bandeira eram o verde e o vermelho.
Autor da música do hino nacional - Alfredo Keil
Autor da letra do hino nacional - Henrique Lopes de Mendonça
Heróis do mar, nobre povo - Portugueses
Nação valente e imortal - Portugal
Freguesias do concelho que não existiam (ou não pertenciam ao Seixal) em 1910 - Corroios e Fernão Ferro 
1910 - 6.814 habitantes
2001 - 150.271 habitantes



O Seixal e a República - Introdução

Como foi aqui anunciado, o Ecomuseu Municipal do Seixal (EMS) promoveu a exposição O Seixal e a República, integrando a celebração do centenário da implantação da República Portuguesa.


Essa exposição, que passou pelas diferentes escolas do concelho, aborda o contributo dos republicanos da margem Sul do Tejo para o êxito da revolução e o modo como se viveu no concelho do Seixal a mudança de regime.
A exposição faz ainda a caracterização económica e social do concelho em finais do século XIX/inícios do século XX, fornecendo informações que nos ajudam a pensar sobre os ideais republicanos: os direitos e deveres de cidadania, a diferença de direitos cívicos e políticos entre homens e mulheres, o trabalho infantil e outros.

O EMS preparou, ainda, um conjunto de fichas que ajudava os alunos a explorarem a exposição.
As turmas do 6.º 6 e do 6.º 10 tiveram oportunidade de a visitar, na Biblioteca da nossa escola.
Agora que estamos a concluir o estudo da República, vamos publicar aqui as referidas fichas e a sua resolução.

17 de maio de 2011

16 de maio de 2011

Portugal na 1.ª Guerra Mundial - a entrada oficial, em 1916

Tropas portuguesas prontas a embarcar para França (1917)
Como a sua marinha estava enfraquecida, em Fevereiro de 1916, a Inglaterra pediu a Portugal que se apoderasse dos navios alemães que estavam ancorados nos portos portugueses.
Portugal respondeu favoravelmente ao pedido inglês. Como consequência, a 9 de Março, a Alemanha declarou guerra a Portugal.
Assim, Portugal entrou oficialmente na Guerra em Março de 1916.
No espaço de nove meses, o Ministro da Guerra, Norton de Matos, conseguiu organizar e treinar o Corpo Expedicionário Português (CEP), que englobava uma força de artilharia e brigadas de infantaria, integrando 45 000 homens.

Tropas portuguesas em exercícios


Portugal na 1.ª Guerra Mundial - razões da participação

No início do século XX, Portugal tinha um vasto império colonial, cobiçado pelas grandes potências, como a Inglaterra, a França e a Alemanha, que desejavam ter mais territórios em África.

Tropas portuguesas em Moçambique
Quando se iniciou a I Guerra Mundial, em 1914, muitos políticos portugueses entenderam que Portugal devia participar no conflito, ao lado da nossa aliada Inglaterra e da França.
Pensavam assim porque, se Portugal participasse na guerra, participaria, também, nas negociações do final da guerra e na discussão que haveria então sobre a partilha das colónias africanas.
A Inglaterra não quis, inicialmente, que Portugal se envolvesse.
Mas em Setembro de 1914 foram enviadas as primeiras tropas portuguesas para África, nomeadamente para a fronteira Sul de Angola e para a fronteira Norte de Moçambique, zonas que estavam a ser atacadas por forças alemãs.

13 de maio de 2011

A Rotunda do Marquês

A 4 de Outubro de 1910, as forças republicanas comandadas pelo Comissário Machado dos Santos instalaram-se na Rotunda, ao cimo da avenida da Liberdade, e aí resistiram às tropas monárquicas que as quiseram desalojar. Esta resistência foi, em grande parte, a responsável pelo sucesso republicano.
No dia seguinte, a República era implantada em Portugal.

Rotunda - 5 de Outubro de 1910

A 13 de Maio de 1934, foi inaugurada na rotunda a estátua do Marquês de Pombal. O dia escolhido procurava, certamente, ser uma homenagem ao Ministro de D. José I, nascido a 13 de Maio de 1699.

Início da construção da estátua (1917)

Inauguração da estátua (1934)


9 de maio de 2011

9 de Maio - Tratado de Windsor

Nas aulas já temos falado muitas vezes da aliança luso-britânica, a mais antiga do mundo, a propósito de vários temas. Umas vezes sendo uma verdadeira aliança (como nas invasões francesas), outras vezes... nem por isso (exemplo do Ultimato).

Vem isto a propósito da data de hoje: 9 de Maio.
Em 1386, a 9 de Maio, foi a assinatura do Tratado de Windsor entre Portugal e Inglaterra,
Este tratado pretendia renovar a aliança estabelecida pelos dois países em 1373 e que tinha levado a que os ingleses já tivessem lutado ao lado dos portugueses na batalha de Aljubarrota (1385).

Na sequência deste tratado, D. João I viria a casar com
D. Filipa de Lencastre, filha do duque de Lencastre (1387)

8 de maio de 2011

Fim da II Guerra Mundial

Em 1945, o dia 8 de Maio tornou-se o Dia da Vitória: terminava formalmente a II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados (E.U.A, França, Grã-Bretanha e União Soviética) sobre as chamadas forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Celebração, em Lisboa, do fim da II Guerra Mundial
A II Guerra Mundial envolveu todas as potências mundiais - com um total de mais de 100 milhões de soldados mobilizados - e decorreu entre 1936 e 1945. Morreram cerca de 70 milhões de pessoas.
 
A cidade de Londres, depois de bombardeada pela aviação alemã

6 de maio de 2011

Morreu o último veterano da I Guerra Mundial

Claude Stanley Choules
A I Grande Guerra (1914 - 1918) estava no seu início quando Claude Stanley Choules se alistou como voluntário na Marinha britânica. Fez a recruta com 17 anos.
Assistiu, em Novembro de 1918, à rendição da Marinha Imperial alemã.
Serviu 40 anos na Marinha, primeiro ao serviço do Reino Unido e depois da Austrália, onde participou na II Guerra Mundial (1939 - 1945). Morreu ontem, aos 110 anos.
Era a última pessoa viva das que combateram na I Guerra Mundial, conflito que causou 20 milhões de mortos.

Navios da época da I Guerra Mundial

5 de maio de 2011

Livro sobre a 1.ª República

Na última mensagem tinha falado do livro "Mataram o rei!".

Das mesmas autoras e contando ainda com a colaboração de António Reis (especialista em História de Portugal do século XX), há um óptimo livro sobre o período de ascensão dos republicanos, o 5 de Outubro e o período da 1.ª República, adequado à vossa idade ou mesmo para alunos mais avançados.
Trata-se de...


Também existe na Biblioteca da escola.


3 de maio de 2011

"Mataram o rei!"

Na aula do 6.º 10 referi este livro como uma obra que contém muita informação sobre o regicídio. E, para além dos dados históricos que vêm na segunda parte do livro, a leitura da história ajuda a compreender o ambiente que se vivia na época em Portugal.


Existe na Biblioteca da escola.



TPC - 6.º 6

Dado que só voltaremos a ter aulas de HGP na próxima semana, o TPC - "Aprende Fazendo" (até à pergunta 4, inclusive) - deverá ser entregue numa folha à parte até dia 13 de Maio, sendo acrescentados os exercícios de "Aprendeste?" (pág. 21).

É possível que, por enquanto, possam ter dúvidas relativamente a algumas das perguntas, pois ainda não falámos pormenorizadamente de todos os assuntos. Mas ainda haverá a aula de dia 9 de Maio (2.ª feira) e há sempre o recurso aos comentários no blog ou ao mail.

Bom trabalho.
Chamo a especial atenção dos "meninos" que tiveram nível 2 - já não há mais tempo a perder!
Entendem o que quero dizer?

2 de maio de 2011

A revolução republicana e a não interferência inglesa

Na aula do 6.º 6 de hoje, o Bruno Daniel perguntou, inteligentemente, qual a atitude da Inglaterra - a velha aliada - perante a revolução republicana. A conversa estava a seguir outro rumo e eu não respondi.

Segundo o que já li - professor também estuda - o rei, na altura de deixar o Palácio das Necessidades e seguir para Mafra, terá dado ordem para que algum destroyer inglês que pudesse estar no Tejo afundasse os navios da marinha portuguesa controlados pelos republicanos. Essa ordem nunca terá sido transmitida, por mau funcionamento das comunicações ou porque quem a recebeu não lhe deu seguimento.

Caricatura da fuga da família real

Será interessante que saibam que, já no mês de Abril de 1910, o Partido Republicano nomeara uma comissão encarregada de ir ao estrangeiro, com o objectivo de dar a conhecer o programa do partido e de manifestar a vontade de manter as boas relações com esses países quando o regime passasse a ser republicano.
O primeiro desses países foi a Inglaterra. Também se pretendia que a Inglaterra não interferisse no caso de uma mudança de regime.
O político republicano que chefiou essa comissão foi José Relvas, o mesmo que proclamou a República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, no dia 5 de Outubro de 1910.


A Inglaterra também não estava interessada em interferir na vida política interna de Portugal, como os governantes ingleses da época explicaram.


1 de maio de 2011

Dia 1 de Maio - Dia do Trabalhador

Hoje, dia 1 de Maio, comemorou-se o Dia do Trabalhador.

Como estudaram, no século XIX os trabalhadores ainda tinham dias de trabalho excessivamente longos, chegando a trabalhar frequentemente 12 diárias ou ainda mais.
Os sindicatos e outras organizações de trabalhadores pretendiam a redução desses horários.
No dia 1 de Maio de 1886, realizou-se uma manifestação de milhares de trabalhadores na cidade de Chicago (EUA) para reivindicar melhores condições de trabalho e a redução do horário de trabalho para 8 horas. A intervenção de forças policiais acabaria por provocar vários feridos e mortos. Mas as manifestações repetiram-se, sempre com confrontos e mais vítimas.

Chicago - Manifestação a 1 de Maio de 1886

Em 1889, o Congresso da Internacional Socialista, em Paris, decidiu que todos os anos, no dia 1 de Maio, se deveria convocar uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário, em homenagem aos chamados “Mártires de Chicago”.
Em 1891, depois de ter havido mais mortes no 1.º de Maio comemorado numa cidade do Norte de França, o dia passou a ser considerado o Dia do Trabalhador.

1.º de Maio de 1974
Em Portugal, só após o 25 de Abril de 1974 é que esta data é comemorada publicamente.



6.º 10 - TPC

Recebi um comentário da Madalena, mas não o publico porque a "Mada" começou a dar pistas para uma das respostas do TPC.
No entanto, em relação a essa pergunta - aquela em que devem completar as frases - faço uma chamada de atenção: não liguem ao pequeno espaço que eu deixei (eu não atendi ao tamanho da expressão a escrever), porque não basta uma palavrinha. Leiam bem o manual porque a informação para a resposta está lá.