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Igreja de Santo António, Lagos - Edifício de estilo barroco, com a nave decorada com azulejos e talha dourada, a igreja deve ter sido construída no reinado de D. João V.

24 de dezembro de 2016

18 de dezembro de 2016

Presépios barrocos (século XVIII)

Menino Jesus de um presépio do século XVIII
(Museu Machado de Castro, Coimbra)


A montagem do presépio é uma tradição natalícia.
O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis, em 1223. A partir de então, o costume espalhou-se pelas igrejas e conventos da Cristandade.

Depois foram os reis e, por imitação, os nobres, a montarem presépios nos seus palácios e solares. Os presépios tornaram-se elementos decorativos no Natal, popularizando-se no século XVIII. São um exemplo da arte do estilo barroco.

As famílias ou as igrejas mais ricas procuravam ter o presépio mais belo e com mais peças do que as outras. Eram feitas encomendas a escultores, como Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822), que moldavam as figuras em barro, madeira ou em materiais mais nobres e caros (prata e marfim).

À Sagrada Família, S. Francisco de Assis juntou a vaca e o burro. O "presépio português" foi acrescentando, de acordo com a imaginação dos seus autores, os elementos populares.

Imagens de vários presépios


Presépio da Igreja dos Mártires (Lisboa)

 

Presépio do Palácio das Necessidades (Lisboa)

Presépio do Palácio de Queluz

Presépio do Patriarcado - Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa)

Palácio do Convento da Madre de Deus (Lisboa)

Presépio da Sé de Lisboa

Presépio da Igreja de S. Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos (Porto)

Presépio da Basílica da Estrela (Lisboa)

À exceção do presépio do Palácio de Queluz, que é do século XIX, todos os outros aqui apresentados são do século XVIII.
O presépio da Basílica da Estrela será o maior presépio português dessa época. Está montado sobre uma estrutura original de madeira e de cortiça, contando com mais de 500 figuras. Este presépio será da autoria de Machado de Castro, embora não esteja assinado, como o da Sé de Lisboa (o único assinado por esse escultor).

Presépio da Basílica da Estrela, pormenor com o Menino Jesus


8 de dezembro de 2016

7 de dezembro de 2016

Turmas do 5.º ano - Correção da Ficha de Trabalho

As turmas do 5.º ano encontram aqui a correção da ficha de trabalho em que é feita a comparação entre os aspetos fundamentais da vida das comunidades de caçadores-recoletores e das comunidades agropastoris.

O 5.º E não fez esta ficha, mas a sua correção pode contribuir para o estudo.


Turmas do 6.º ano - Correção do Guia de Estudo n.º 1

Encontram aqui a correção do Guia de Estudo n.º 1 .
Bom estudo para a ficha!


5 de dezembro de 2016

Turmas do 5.º ano - Ficha de Trabalho

Encontram aqui a Ficha de Trabalho n.º 6, sobre os povos da Península Ibérica e os povos do Mediterrâneo que os contactaram:

     Página 1

     Página 2


Turmas do 6.º ano - Guia de Estudo

Encontram aqui o Guia de Estudo n.º 1.

     Página 1

     Página 2


Turmas do 5.º ano - Ficha de Trabalho

Encontram aqui a Ficha de Trabalho n.º 5, sobre as primeiras comunidades humanas da Península Ibérica:

     Página 1

     Página 2


4 de dezembro de 2016

Turmas 6.º C, 6.º D e 6.º E - Ficha de Avaliação

Os alunos das turmas do 6.º ano - 6.º C, 6.º D e 6.º E, encontram aqui os objetivos da ficha de avaliação que irão realizar.

A partir daqui
(e do que já trabalhámos nas aulas)...
Bom estudo!


Turmas 5.º D, 5.º E e 5.º H - Ficha de Avaliação

Os alunos das turmas do 5.º ano - 5.º D, 5.º E e 5.º H, encontram aqui os objetivos da ficha de avaliação que irão realizar sobre as primeiras comunidades humanas da Península Ibérica.

A partir daqui
(e do que já trabalhámos nas aulas)...
Bom estudo!


2 de dezembro de 2016

1 de dezembro de 1640 - Os acontecimentos do dia

Os conjurados de 1640
(desenho de Manuel Lapa)

«Fixou-se o início do movimento para as 9 horas da manhã. (...) Os rebeldes distribuíram-se pelos locais previamente combinados para as diferentes missões: uns deveriam tomar o corpo da guarda constituído por elementos da infantaria castelhana; outros tinham a incumbência de travar a guarda dos tudescos; um outro grupo ficara de alertar o povo através das janelas do paço e, finalmente, outros ficaram com a obrigação de dar morte a Miguel de Vasconcelos. 


Na grande sala dos Tudescos do paço da Ribeira a resistência foi fraca. Entretanto, D. Miguel de Almeida percorria as salas do paço e gritava “Liberdade, liberdade. Viva el rei D. João o IV”. Chegou à varanda e com palavras acesas instigou o povo reunido pelos mesteres, segundo a prévia combinação com os fidalgos.








Para o chamado forte, dependência onde residia Miguel de Vasconcelos, dirigiram-se bastantes fidalgos. Entraram impetuosamente na secretaria (…). Ultrapassaram facilmente a guarda atarantada, mas D. António Teles de Meneses não resistiu a esfaquear António Correia, oficial maior de Miguel Vasconcelos. Era no entanto este que procuravam. Escondido num armário, o odiado secretário tentava evitar a fúria dos fidalgos. Sem sucesso, pois na aturada busca D. António Teles logo o descobriu, desfechando-lhe duas balas com que caiu desamparado. 



Os outros pegaram de imediato no corpo, precipitando-o da janela da secretaria. Caiu entre o povo que estava no Terreiro do Paço, (…) que, de imediato, se lançou em cruel assalto ao corpo do moribundo secretário. 
Procurando reforços, a duquesa de Mântua gritava por socorro da janela do paço, pelo que logo subiram uns fidalgos à sala onde estava. A autoridade da sua pessoa e cargo não os demoveu; à troca de argumentos por ela iniciada pôs fim D. Miguel de Almeida, impedindo-a de sair do paço e obrigando-a a recolher-se com as suas damas à torre. 

Prisão da Duquesa de Mântua

Desceram, depois, ao Terreiro e mergulharam entre a população repetindo o nome do novo rei.
As tropas espalharam-se pelos marcos políticos da cidade (…). A fim de sossegar o povo e dando sinais do acordo da Igreja, o arcebispo D. Rodrigo da Cunha saiu em procissão com cruz alçada acompanhado do clero. O padre Nicolau da Maia falou ao povo, apontando a cruz. (…) Pedia que se fosse buscar a bandeira de Lisboa ao Senado da Câmara (…) para com ela espalhar autorizadamente a notícia. Após alguma demora, abriram-se as portas e a bandeira foi entregue a D. Álvaro de Abranches, que, com ela empunhada, largou a cavalo a percorrer a cidade.




Junto à Sé, nas portas da Igreja de Santo António, o povo alvoraçado gritava “milagre”. (…)
Logo se impunha a nomeação de governo que garantisse a ordem e as urgências até D. João chegar de Vila Viçosa. (…) Despacharam ainda um correio a levar a boa nova ao novo rei.»

Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, D, João IV


Nota: Miguel de Vasconcelos era o secretário de Estado da duquesa de Mântua, a vice-rainha de Portugal em nome de D. Filipe III.


1 de dezembro de 2016

1 de dezembro de 1640

A Restauração, a 1 de dezembro de 1640, é um símbolo da vontade dos portugueses em manter a sua independência.
Os acontecimentos desse dia puseram fim aos 60 anos do domínio filipino, iniciado após a morte, sem sucessor, do Cardeal D. Henrique.

É verdade que muitos portugueses, nomeadamente nobres de famílias importantes, não se opuseram à aclamação de Filipe II de Espanha como rei de Portugal (Filipe I de Portugal), antes a apoiaram, assim como membros do clero e da burguesia.
Também é certo que Filipe II fez um conjunto de promessas sobre a autonomia do reino de Portugal.

D. Filipe II de Espanha

A desilusão com o desrespeito por essas promessas aconteceu no reinado do 3.º dos Filipes (Filipe IV de Espanha, governou entre 1621 e 1655).
A partir de 1637 houve várias revoltas no Alentejo - as mais importantes em Évora - e em outros pontos. Alguns nobres portugueses começaram a reunir, para encontrarem uma saída para a situação de Portugal.

Largo que, na cidade de Évora, com o seu nome - alterações (revoltas) -
lembra os acontecimentos que se deram nessa cidade 
A Espanha passava por grandes dificuldades e, em junho de 1640, a Catalunha iniciou uma revolta para conquistar a sua independência.
O rei espanhol mobilizou a nobreza portuguesa para ajudar a combater os independentistas.
O principal responsável pela concretização dessa mobilização era D. João, o Duque de Bragança, que tinha sido nomeado comandante militar de Portugal.
O mesmo D. João que os nobres revoltados queriam que chefiasse o golpe contra os representantes espanhóis, tornando-se o novo rei de Portugal.

Depois de um período de indecisão - ou de grandes cautelas - D. João aceitou.
O golpe foi marcado para o dia 1 de dezembro. Nele participaram diretamente elementos da nobreza. Houve o apoio de elementos do clero e, posteriormente, da população de Lisboa.
O Duque de Bragança estava na sua residência de Vila Viçosa e só chegaria a Lisboa no dia 6.

Palácio da Independência - residência dos Condes de Almada, apoiantes da Restauração
e onde os conjurados fizeram algumas reuniões.