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150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017)

31 de maio de 2017

Rotas de viagens de descobrimento e de comércio



A rota do Cabo, inaugurada por Vasco da Gama, vai afetar o controlo que os muçulmanos tinham do comércio no Oriente e os lucros que os mercadores de Veneza e de Génova tinham por venderem os produtos orientais na Europa.
A Rota do Cabo entrou em concorrência com a chamada Rota do Mediterrâneo. E com vantagem...



Principais rotas comerciais dos portugueses no Oriente (século XVI):




Do "cantinho" no extremo sudoeste da Europa aos arquipélagos atlânticos, à costa africana, ao Oriente (Índia, Malaca, China/Macau e Japão) e ao Brasil.

Europa - África - Ásia - América
Oceano Atlântico - Oceano Índico - Oceano Pacífico


O Império Português nos séculos XV e XVI

Diferentes formas de aproveitamento económico, conforme os territórios.

Nos arquipélagos

 Na costa ocidental africana

No Oriente



30 de maio de 2017

Rotas das grandes viagens marítimas portuguesas e espanholas dos séculos XV e XVI

Nas chamadas "primeiras viagens", destaque para a de Bartolomeu Dias (o "capitão da passagem"), que dobrou o Cabo das Tormentas, depois chamado Cabo da Boa Esperança.

Aumentar clicando no mapa 
É curioso que, no caso das viagens espanholas, nem Cristóvão Colombo nem Fernão de Magalhães eram de origem espanhola (apenas Sebastião del Cano, que completou a viagem de circumnavegação iniciada por Fernão de Magalhães, por morte deste).

Rotas individualizadas das grandes viagens marítimas portuguesas:

Bartolomeu Dias
Passagem do Cabo das Tormentas ou da Boa Esperança

Vasco da Gama
Descoberta do caminho marítimo para a Índia
A verde a ida, a vermelho o regresso

Pedro Álvares Cabral
Descoberta do Brasil (numa viagem que se dirigia para a Índia)


Ficha de avaliação - 6.º ano

Para os alunos das turmas 6.º C e 6.º E, o guião de estudo para a nossa última ficha de avaliação.

Bom estudo!

          Qualquer dúvida "fora do prazo" das aulas - carloscarrasco9@gmail.com


28 de maio de 2017

28 de maio de 1911 - a 1.ª mulher a votar em Portugal

A Assembleia de Voto que funcionou na Escola Politécnica,
no dia 28 de maio de 1911

O Portugal republicano ainda estava em festa, na sequência da revolução de 5 de outubro de 1910.

Era necessária uma nova Constituição e, a 28 de maio de 1911, realizaram-se eleições para a Assembleia Constituinte.

Num regime republicano democrático, ainda se estava longe de imaginar o que iria suceder dali a 15 anos! (ver post anterior)

A 28 de Maio de 1911, naquelas eleições, Carolina Beatriz Ângelo, a primeira cirurgiã em Portugal, tornou-se, também, na primeira mulher a votar no nosso país.
Pela sua persistência, que implicou uma discussão política e jurídica, conseguiu que o seu nome fosse incluído nos cadernos eleitorais da Comissão de Recenseamento do 2.º Bairro de Lisboa. E votou!...

Muita gente foi ver!...

Notícia da Illustração Portugueza, dando
conta que a médica Carolina Beatriz Ângelo
tinha votado


Foi recentemente editado o livro, em banda desenhada, sobre Carolina Beatriz Ângelo, "pioneira na cirurgia e no voto". 

 

28 de maio de 1926

A 28 de Maio de 1926, aconteceu o golpe militar que pôs fim à chamada 1.ª República e iria dar início a um período de 48 anos de ditadura, dividido em duas fases: a ditadura militar (1926 - 1933) e o Estado Novo (1933 - 1974).

A ação militar chefiada pelo general Gomes da Costa iniciou-se na cidade de Braga.

Naquele dia, as notícias saídas em jornais de Lisboa revelam que se acreditava que os militares de outras cidades, como Porto e Viana do Castelo, ainda iriam atacar os revoltosos.
Mas tal não aconteceu.




Em 1936, 10 anos depois do golpe militar, o dia foi considerado feriado.
Na fotografia, o general Carmona e o chefe do Governo, Oliveira Salazar,
no desfile comemorativo do 28 de maio.


23 de maio de 2017

Nau quinhentista - vídeo

Como era a vida a bordo de uma nau.
Visita guiada à réplica de uma nau do início do século XVI.





20 de maio de 2017

O início da expansão portuguesa - A conquista de Ceuta

A conquista da cidade de Ceuta aos muçulmanos, em 1415, foi o acontecimento que marcou o início da expansão portuguesa.

Mapa com a localização de Ceuta, no Norte de África, junto ao Estreito de Gibraltar 

O vídeo foi organizado em 7 partes:
     1 - A tomada de decisão sobre a conquista
     2 - As razões para a conquista
     3 - A preparação da conquista
     4 - A morte de D. Filipa de Lencastre e a partida da armada
     5 - Os problemas da viagem
     6 - A conquista
     7 - A posse de Ceuta - o início de uma nova era 



Henrique, o Navegador e a cartografia - vídeo

A propósito do tema dos descobrimentos, o vídeo sobre o qual incide uma ficha de trabalho a preencher...

É abordado o início da expansão, ainda no reinado de D. João I, com a conquista de Ceuta e, depois, o princípio da aventura marítima, com algumas peripécias pelo meio.
Torna-se compreensível o papel desempenhado pelo Infante D. Henrique, a importância da passagem do Cabo Bojador e, de forma muito resumida (porque já depois da morte do Infante), as grandes viagens marítimas que deram a conhecer o Mundo.





18 de maio de 2017

Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal

O trabalho desenvolvido pela turma do 6.º D, no âmbito do projeto Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal, já deu origem ao blog da turma.




17 de maio de 2017

13 de maio de 2017

Centenário das aparições de Fátima

No dia 13 de maio de 1917, três crianças que andavam no campo a pastar ovelhas afirmaram ter visto Nossa Senhora, que teria recomendado que se rezasse muito para pôr fim à guerra no mundo - vivia-se à época a I Guerra Mundial.

As aparições continuariam no dia 13 de cada mês, o que foi atraindo cada vez mais pessoas à Cova da Iria (Fátima), local dessas aparições.
Em outubro, já terão sido cerca de 60 mil pessoas a deslocarem-se a Fátima. Nessa ocasião, os peregrinos afirmaram ter visto o Sol a rodar no céu.

"Milagre do Sol"


Inicialmente, nem o poder político (Governo, Presidente e Parlamento) nem as autoridades da Igreja deram importância a estes acontecimentos.
Só em 1927, o bispo de Leiria presidiu a uma celebração em Fátima e, em 1930, o mesmo bispo considerou "dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria" e autorizou oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.

Fátima - Peregrinação em 1927

Com o tempo, Fátima ganhou dimensão nacional ao nível da cultura popular. Os Papas foram, também, valorizando o significado religioso das aparições e as ações do culto a Nossa Senhora.
Em 1967, pelo 50.º aniversário das aparições, o Papa Paulo VI veio a Portugal - a primeira vez que um Papa se deslocou ao nosso país.

Papa Paulo VI em Fátima (1967)
As duas fases referidas nos parágrafos anteriores estarão relacionadas com os momentos políticos que se viviam:
  • entre 1910 e 1926 - 1.ª República - havia uma relação conflituosa entre as autoridades republicanas e a Igreja Católica; 
  • entre 1926 e 1974 - período das ditaduras - o poder político tinha uma boa relação com as autoridades da Igreja Católica.


Basílica da Santíssima Trindade (Fátima) 
Perspetiva do exterior e do interior da basílica, inaugurada em 2007.


Agora, por ocasião do centenário das aparições, foi o Papa Francisco que se deslocou a Fátima.

Independentemente da crença de cada um, ninguém pode ignorar a importância religiosa que Fátima adquiriu.


6 de maio de 2017

A revolução de 5 de outubro de 1910 - imagens

Imagens dos arquivos da British Pathé sobre os acontecimentos de 4 e 5 de outubro de 1910.





Posto de Comando do MFA - Visita de estudo

Visita de estudo ao Posto de Comando do MFA (Movimento das Forças Armadas), no ex-Regimento de Engenharia n.º 1, na Pontinha.



«Para conduzir a operação militar do derrube do regime do Estado Novo, concretizando o golpe militar e a tomada do poder, o Movimento das Forças Armadas, designação que passou a tomar o Movimento dos Capitães, organizou um Posto de Comando, situado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, zona da periferia de Lisboa. O Estado-Maior foi constituído por seis oficiais, que foram apoiados na sua ação por outros, quer na montagem do posto de comando, quer na condução das operações.» 
in, A Hora da Liberdade


Os manequins (militares) nos seus postos

Os seis oficiais: Tenente-coronel Amadeu Garcia dos Santos, Major Hugo dos Santos, Major José Sanches Osório, Tenente-coronel Nuno Fisher Lopes Pires, Major Otelo Saraiva de Carvalho e Capitão-tenente Victor Crespo.

Também esteve presente no Posto de Comando, até ao princípio da manhã, o Capitão Luís Macedo, que era o comandante da Companhia de Instrução no Regimento da Pontinha - deverá ser o 7.º manequim.

Os oficiais do Posto de Comando procuraram seguir todos os movimentos das tropas desde o início, coordenando a sua ação e interferindo na condução da manobra, no sentido de garantir a sucessiva conquista dos objetivos.

O manequim que representa Otelo Saraiva de Carvalho,
junto ao mapa das estradas de Portugal e ao mapa de Lisboa.

Os alunos com... "novos meios de comunicação"
Não é fácil, para eles, entenderem os antigos telefones e a dependência de linhas!...


1 de maio de 2017

A crise de 1383-1385

Um novo vídeo com a colaboração de alunos das turmas do 5.º ano, desta vez do 5.º D e do 5.º E.
Também temos um convincente Dr. João das Regras, pela voz do Gonçalo Ribeiro (6.º C).

O tema é a crise de 1383-1385, desde a assinatura do Tratado de Salvaterra até à escolha do Mestre de Avis para rei de Portugal, nas Cortes de Coimbra de 1385.

Espero que gostem (e que aprendam).



O 1.º de maio em Portugal

As origens da comemoração do Dia do Trabalhador já aqui foram abordadas.

Em Portugal, as comemorações iniciaram-se logo no ano de 1890, um ano depois do Congresso Operário Internacional (ou II Internacional Socialista), em Paris, ter declarado o 1.º de maio como Dia Internacional dos Trabalhadores.

Na 1.ª República, as ações dos sindicatos tiveram características mais reivindicativas, tendo sido conseguida, em 1919, a consagração legal das 8 horas de trabalho diário para os trabalhadores da indústria e do comércio.

Durante a ditadura, mesmo com todas as dificuldades inerentes à falta de liberdade de organização sindical, de expressão e de manifestação, sempre houve quem, correndo riscos, as ultrapassasse.
As limitações impostas pelo poder político fizeram com que, por vezes, houvesse ações mais violentas.
Por exemplo, em 1 de maio de 1973 (a um ano do 25 de abril), uma bomba foi ativada no Ministério das Corporações. O alcance público do acontecimento foi tal que os serviços da Censura não puderam evitar que fosse tema de capa, como no Diário de Lisboa do dia seguinte, embora uma nota da DGS (Direção-Geral de Segurança, nova designação da polícia política - antiga PIDE), também na 1.ª página do jornal, quisesse diminuir as consequências.


Um ano depois, o 1.º de maio foi festejado em liberdade. 
E foi uma festa!...